Resenha: Caraval


Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.
Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Sabe aqueles livros que você não da muita coisa pela historia mas quando começa a leitura você se envolve na trama, se apega aos personagens e quase morre de ansiedade para conferir o final? Esse com certeza foi um desses livros. 

Caraval é um espetáculo como nunca visto antes, um jogo magico onde nada é o que parece. Scarlett é filha do Governador Dragna, um homem cruel e que não gosta de ser questionado, ele por muitas vezes foi cruel e agrediu fisicamente ela e sua irmã mais nova, Donattela. Até arrumou um casamento arranjado com um Conde no qual a Scarlett nunca viu o rosto, não sabe o nome ou onde ele vive.

Contudo, em um certo dia ela recebe uma carta do tão famoso Mestre Lenda, um homem que ela sonha em conhecer desde pequena pois ele é quem comanda todo o Caraval, mas em sua atual situação Scarlett acha muito arriscado irem, pois tem medo de seu pai descobrir, então Donattela com ajuda de Julian, que é um marinheiro, sequestram a irmã dela e a levam para o espetáculo. Mas quando chegam lá Donattela acaba desaparecendo e para encontra-la Scarlett precisa vencer o jogo e só assim poderá rever a irmã e realizar um desejo.


"Provavelmente, há quem o chame de vilão. Outros dizem que sua magica o torna mais parecido com um deus."

Normalmente eu sou uma daquelas leitoras que gosta muito de uma grande variedade de personagens secundários e nesse livro encontramos muito disso por mais que a protagonista seja a Scarlett e que o Julian tenha uma grande participação. 

Scarlett é uma garota que gosta de segurança, ela tem muito medo do pai por conta das coisas que já fez e evita fazer tudo que possa o desagradar, o que ela mais aspira é se casar com o Conde e junto com a sua irmã viver longe das garras do governador. No inicio do livro já percebemos que ela é uma garota bem submissa ao pai, ao contrario da irmã que insiste em correr atrás de aventuras, e ela também sente um forte sentimento de proteção em relação a irmã. Ela foi um personagem que eu gostei bastante, no inicio ela é bem calma e recatada mas no decorrer da historia ela vai se soltando e mostrando sua verdadeira personalidade, e podemos perceber que ela é muito inteligente, corajosa e amorosa.

Julian é o marinheiro que ajudou Donattela a trazer Scarlett para o Caraval, no inicio eu achei ele bem arrogante prepotente, contudo no desenrolar da trama eu me apeguei muito a ele pois ele sabe ser carinhoso e protetor quando quer, mas confesso que algumas partes eu passei raiva com ele.

Donattela é um personagem que não teve uma grande participação se formos comparar com Julian ou Scarlett, mas ela é uma peça fundamental para o jogo. 

"No entanto, mesmo as coisas que podem alterar nossa trajetória são vistas pelo futuro. Não é o destino, é simplesmente o futuro observando aquilo que mais desejamos. Cada pessoa tem o poder de alterar o destino se for corajosa o bastante para lutar pelo que deseja acima de tudo." 

Muitas pessoas ao ler a sinopse ou até as resenhas imediatamente irã associar o espetáculo a um circo mas eu já deixo claro que não é nada disso, é mais como se fosse uma caça ao tesouro, as pessoas recebem uma pista e tentam a desvendar, quem conseguir desvendar todas no tempo de cinco dias fica com o premio, mas uma coisa que muda é que não é nada preto no branco, as coisas nunca são o que parecem e essa é na minha opinião a sacada de gênio da historia. 

Eu tenho que dizer que logo no inicio do livro eu já tinha bolado mil e uma teorias para tentar descobrir o desfecho, mas no final todas elas caíram por terra e fiquei de boca aberta quando cheguei na conclusão da historia. E apesar da historia ter relativamente um final, a autora deixou uma ponta para um próximo livro, então mal posso esperar o que me aguardo nos segundo volume dessa série.

A Novo Conceito ira lançar esse livro só em Maio, mas os blogs parceiros tiveram a oportunidade de conferir o e-book do livro antes, e por isso não posso falar sobre a fonte usada, mas a diagramação interna é linda, não encontrei nenhum erro de tradução e achei a capa maravilhosa. Com certeza é um livro que merece ser lido.


   Editora: Novo Conceito || Autora: Stephanie Garber || Páginas: 352 || Onde Comprar






Autora Parceira: Géssica Marques

Olá, pessoal. Tudo bem?
Eu estava com uma saudade enorme de todos vocês, mas a minha vida está tão corrida que está sendo complicado eu aparecer por aqui. Mas no post de hoje eu tenho a honra e o prazer de anunciar que o blog fechou parceria com a autora Géssica Marques. Que tal conhecermos um pouco mais dela?




Géssica Marques tem 21 anos, sagitariana e é a fundadora do blog Cantinho Geek. Está no último ano do curso de Design Gráfico, mas já trabalha na área como capista e diagramadora.

Além de blogueira e designer, é também escritora. Tem vários contos publicados na Amazon e em 2016 teve um conto publicado na antologia Demontale pela Editora Arwen. Em 2017 lançou seu primeiro livro pela Young Editorial.

Adora livros de romance e fantasia, mas também gosta de quadrinhos e jogos. Teve seu primeiro contato com o mundo literário aos 13 anos quando começou a ler e escrever fanfic. Tem várias histórias engavetadas, mas acredita que elas virão ao mundo no tempo certo.





Nos corações dos habitantes de Centralia, vivem superstições que só poderiam existir em seus mais profundos pesadelos, ou na sombria floresta que cerca toda a cidade, um fato em que todos temem acreditar.
Com a proximidade do Rubrum Luna, a cidade fica agitada com seus novos visitantes, que além de turistas, podem acabar fazendo parte do banquete principal. Com planos de assumir seu tão desejado lugar junto a corte dos vampiros, Violet Demons se depara com seu tenebroso passado, fazendo com que suas habilidades mais sombrias e poderosas venham tomar parte de sua personalidade.

Morte e luxúria não são suficientes para descrever os desejos de Violet.




Primeiro conto da coleção SUAS ESCOLHAS, SEUS PECADOS.
Não entendia como fora parar ali. Apenas se lembrava de uma voz chamando, dizendo o seu nome.
“Eva”
Era a voz de uma mulher, uma voz melodiosa e incrivelmente sedutora. Parecia estar vindo da árvore, sendo assim, não hesitou em ir até lá. Ao chegar mais perto reparou que a árvore, na verdade, era um pé de maçã.
Ela não ouvia um som sequer a não ser o dos seus próprios passos e do vento balançando os seus cabelos. Ao chegar à árvore ela ficou a encará-la. Havia várias maçãs, tão lindas, vermelhas e suculentas. Ao olhá-las lhe deu água na boca. Estava com vontade de comê-las. Mas sentia como se não devesse.
“Por que você não come, Eva?”





— Vovó o que é orgulho? — Perguntei e ela pareceu pensar.
— Venham aqui minhas meninas. — Falou dando tapinhas em seu colo para que eu e Verônica nos sentássemos e foi o que fizemos. — O orgulho tem várias formas minha querida e uma delas é o egoísmo.
— Egoísmo? — Questionei sem entender muito o que ela estava dizendo.
— Pois veja, uma pessoa orgulhosa é aquela que se põe acima dos outros, ela é sempre a melhor e prefere, por muitas vezes, a morte do que se rebaixar. — Falou olhando para cada uma de nós. — O egoísmo é só uma outra manifestação do orgulho, onde você continua pensando só em si mesma, mesmo que você não se sinta superior aos outros você pode às vezes tomar ações que prejudicam os outros, mas que lhe livram de alguma punição.
Neste mundo em que vivemos tudo o que sofremos é devido às nossas escolhas... Será Vanessa capaz de fazer as escolhas certas?




Havia três meses que havia se mudado para àquele apartamento e sua rotina era completamente diferente de antes.
Um dia em que estava a assistir filme no escuro e ela viu uma fresta de luz passar por um buraco na parede. Achou que estava sendo enganada por sua mente, mas ao se aproximar percebeu que podia ver o que estava do outro lado e o que viu foi complemente excitante. Seu vizinho estava transando com uma loira. Tentou tapar o buraco, mas a tentação era grande demais para conseguir fazer isso.










Aquela era uma missão de resgate. Zafiro e Esmeralda haviam sido capturados durante uma missão e ela que tivera de se encarregar de tudo.
Sorrindo perversamente ela notou um belo rapaz do outro lado do salão à fita-la com os olhos negros.
"Acho que eles podem esperar um pouquinho..." pensou querendo se divertir primeiro.









Para todos ele era um besta, uma criatura cruel que deveria estar morta.
Para ela, ele era a sua perdição.
Conseguiria ela fugir das garras dele?













Espero que tenham gostado e não deixem de visitar a pagina da Géssica no Facebook, pois ela sempre está postando ótimas novidades por lá!

Um grande abraço e até a próxima. 


Crítica: Os 13 Porquês - 1ª Temporada

"Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida - além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos."

Depois de tanto tempo, finalmente chegou uma adaptação de 13 Porquês, muito se falava sobre um filme há alguns anos que seria protagonizado por Selena Gomez, mas ela acabou entrando como produtora da série produzida pela Netflix.

Quem leu os livros sabe que a história não é muito longa e que tudo acontece em uma noite. Ao adaptar-se para uma série já é bem lógico que estendam a história em 13 episódios contando um porquê em cada um deles, mas é bem óbvio também que fazer isso daria margem para alguns problemas no roteiro.


Vou começar falando das atuações, que são um ponto muito positivo na série. A começar por Dylan Minnette, que eu já tinha visto em alguns outros papéis, o mais recente que me vem na mente é o filme Goosebumps, o qual a atuação dele não é lá essas coisas, já nessa série eu fiquei surpreso com a atuação dele, que eu acho que em alguns momentos ela chega a ultrapassar a qualidade da própria série.

Outra que se destaca é Katherine Langford como Hannah Baker, que em seu primeiro grande papel, se sai muito bem em cenas bem difíceis até mesmo pra quem assiste. O elenco ainda conta com Kate Walsh que protagoniza uma das cenas mais reais e humanas que já vi em muito tempo, extremamente bem escrita, dirigida e atuada. O restante do elenco teen, não são grandes atuações, mas são ok dentro daquilo q o roteiro exige.

Agora vamos ao roteiro, que no geral é muito bom, mas que em alguns momentos cai em conveniências. Primeiramente, como a maioria das séries adolescentes, há clichés. Clay por exemplo é o típico adolescente tímido e pouco popular. Mas também há personagens bastante diferentes, Courtney Crimsen por exemplo, é uma personagem lésbica que tem problemas com sua sexualidade mesmo sendo filha  de um casal gay e expõe uma discussão interessante e pouco trabalhada na ficção.

O problema é que o roteiro acaba tocando muito pouco nesse drama, há dramas interessantes aqui, mas para progredir com a história alguns acabam sendo abandonados sem a devida atenção. Por outro lado, o roteiro também apresenta um problema em prolongar demais a história, os episódios do meio da série possuem diálogos e situação repetitivas, que acabam desperdiçando um tempo que poderia ter sido usado para dar mais atenção a alguns assuntos que ficam soltos no fim da temporada.



Outro problema do roteiro está em como a personagem Hannah se torna frágil ao longo da história. No início da série vemos que Hannah não é uma menina com problemas de socialização ou que possua tendências depressivas, na verdade ela é uma menina muito confiante e otimista e que inclusive se deixa abalar com situações como qualquer ser humano, mas ao mesmo tempo não perde o seu jeito de ser por conta disso, e isso era algo que eu muito tinha admirado nos primeiros episódios, a personagem parecia ser muito humana. Porém o roteiro acaba errando a mão ao longo dos acontecimentos, Hannah começa a demonstrar uma fragilidade quase que repentina ao mesmo tempo que ainda tenta manter o mesmo otimismo, isso é um ponto que exigia um pouco mais de cuidado.

E por último, algo que não é exatamente uma falha. Está mais para uma pequena falta de cuidado em relação ao tema suicídio. Que exige muito cuidado para ser trabalhado em qualquer obra de ficção. Não acho que a série seja perigosa como muita gente vem dizendo, até porque isso seria meio que chamar nós jovens de seres de mente vazia completamente influenciáveis por qualquer obra de ficção.

Realmente não acho que seja para tanto, mas acho que poderia haver um cuidado maior em trabalhar por exemplo qual a real razão da Hannah deixar aquelas fitas, uma forma de desabafo? uma forma de conscientizar as pessoas sobre coisas que machucam emocionalmente? ou uma maneira de punir pessoas que na sua visão foram malvadas com ela? A exemplo disso basta notar que o que Hannah deixa para trás são pessoas quase atormentadas ou por se sentirem culpadas como Clay, ou com medo das fitas chegarem as autoridades e que eles sejam responsabilizados como Courtney, Zach e Tyler.



O assunto se torna ainda mais complexo quando lembramos de todos os motivos os quais ela enumera nas fitas. Em sua maioria representam aquele tipo de coisa que todos tentam ver como trivial mas que pode fazer mais mal do que imaginamos a uma pessoa, especialmente se essa coisa se torna frequente. Porém alguns motivos acabam soando meio forçados, por exemplo, a razão de Clay estar na fita, que por mais que eu tenha conseguido entender a visão da Hannah sobre o acontecimento, chega a ser decepcionante o fato de ter esperado mais da metade da temporada para descobrir que o Clay nem sequer deveria estar na lista como dito pela própria Hannah.

E pior ainda é a reação que o personagem tem ao descobrir, visto que Clay se sente culpado pela morte da Hannah desde que começou a ouvir as fitas e no momento em que finalmente ouve sua fita, sua reação imediata é se culpar ainda mais de uma forma que soou meio exagerada na minha opinião.



Quanto aos elementos visuais da série, não há muito o que dizer do design de produção. Quem ganha destaque é a fotografia que transita entre o frio e quente numa clara alusão a vida e a morte. Nos momentos em que Hannah está viva, tudo é mais colorido e quente, algumas cenas chegam a ser quase amareladas. Enquanto, quando Hannah já se matou, as cores são mais frias, geralmente pro lado de um azul ou cinza, e com menor presença de luz também.

Além de servir como alusão, é um recurso que poderia ser muito bem utilizado para situar presente e passado. No entanto a série tomou a triste escolha de além disso, colocar um corte na testa de Clay no presente. Um recurso extremamente tosco, já que um outro personagem chega a apanhar na série e suas feridas somem mais rápido que o corte de Clay, além de que esse recurso acaba saindo como uma maneira de tratar o espectador como burro a ponto de precisar de um recurso tão tosco e óbvio como esse.

Outro elemento da série digno de elogios é a montagem. Além de ser muito precisa, ela é bastante diferente, e interessante, sem utilizar de recursos preguiçosos.

Tenho visto muitos comentários sobre uma possível segunda temporada. Apesar de alguns ganchos que sobraram, não acho que precisa de segunda temporada. Não há enredo suficiente para mais uma segunda temporada, além do fato de que acho que perderia muito o foco.

Os 13 Porquês é uma série interessante, que faz de tudo para não ser mais um drama adolescente e realmente não é. Porém a série tem um roteiro meio problemático que tenta demais prender o espectador ao longo de 13 episódios e isso acaba resultando em algumas falhas. Mesmo assim a série já é uma das melhores e mais importantes produções da Netflix e com certeza a mais famosa nas redes sociais.

Já assistiu a série? Concorda comigo? Discorda? Fique a vontade para comentar o que achou!



Gustavo Matheus

Resenha: Fabulas Cruéis











Sobre o livro Fabulas Cruéis, foi uma surpresa quando comecei a ler e percebi que não era tão cruel assim. Pelo nome e capa, logo assimilei a historia à aquelas parodias aterrorizantes de contos clássicos, mas acabou sendo um belo engano.

Muitos podem perder o interesse pois a escrita é bem simples, de fácil entendimento, podendo ser até ser comparado a um livro para crianças. Mas se você gosta de historias com morais e que jogam algumas verdades na cara, vai gostar.

Uma vez que, ao ler, percebi que as fabulas tem uma intenção muito mais “nobre” do que assustar o leitor. Cada conto tem um foco diferente, trazendo assuntos sobre amizade, relações homossexuais, preconceito e nossos medos.

O que leva a entender que o “cruel” na verdade não é o terror das historias, e sim o cruel que há no ser humano, já que a maiorias dos personagens apesar de serem animais, carregam características nossas.

Há na verdade alguns humanos em certas historias, mas as características deles são descritas como bem diferente da nossa. Na verdade, dá a pensar que os Homens ali não desse mundo e sim de outro, pela forma como falam e as palavras que usam para “Bom dia” e “Gol” eles dizem estrelas. O que faz com que sofram discriminação dos outros personagens.

Minhas fabulas favoritas são “Uma família para Sara e Sônia” e “A Formiga e o Escaravelho”. Na primeira existem tantas referencias as dificuldades de se ter uma família “diferente” na nossa realidade, de como o ser humano (animal) pode ser cruel com o próximo apenas por ser distinto.

No conto, Sara e Sônia são duas águia que desejam construir uma família juntas, mas sofrem repressão dos outro por cauda disso. O que eu mais achei interessante foi o fato de que muitas vezes elas tentam pegar o ovo de outras águias, mas não conseguem por ser difícil, o que é uma clara alusão a dificuldade de casais homoafetivos adotarem crianças na nossa sociedade.

Já “A Formiga e o Escaravelho” é sobre uma formiga que resolve sair de seu trabalho apenas para confrontar o escaravelho, e durante todo o dialogo entre eles, um fica tentando menosprezar a vida do outro. Um por viver pelo trabalho e o outro por morar na bosta.

De forma geral, todas as fabulas são lindas e muito interessante, sempre tendo uma moral escondida no enredo. É um leitura muito fácil e gostosa, além do livro ser lindo com 30 fabulas curtinhas. A diagramação é incrível, as ilustrações são lindíssimas e ainda vem com capa dura.

"- Sara, para! Você me desespera assim! Para de construir esse ninho! – Não é apenas um ninho – respondeu séria -, é o nosso lar. – Que lar?! Não teremos filhotes! Não seremos uma família. – Eu e você somos uma família! – respondeu convicta.”
























         Editora: Empíreo || Autor: Luiz Vadico || Páginas: 192 || Skoob || Onde Comprar


Resenha: A menina submersa – memórias

“Um livro diferente do que você espera e melhor do que você imagina”

A menina submersa- memórias, escrito pela autora Caitlín R. Kiernan e lançado aqui pela DarkSide Books em 2015, é perfeito na minha concepção de livro que te suga pra dentro dele, são 320 páginas perfeitas, mas como nem tudo na vida são flores este é um daqueles livros que é 8 ou 80, você ama ou odeia, mais estou aqui hoje pra tentar mudar a visão de quem talvez odiou por não entender.


Esse livro nos conta a história da Imp, como ela gosta de ser chamada, ou Índia Morgan Phelps, como o próprio nome do livro nos diz, ele é contado em 1ª pessoa, são memórias, então vemos o mundo pelos olhos da  própria Imp. Aqui não existe uma única versão da história, nossa personagem principal logo no começo nos conta que sofre de esquizofrenia e que outras pessoas da família dela passaram pelo mesmo, cada uma ao seu jeito e o que aquilo deixou pra ela como visão do seu próprio problema.

Falar desse livro sem dar spoilers e tentar fazer com quem não entendeu reflita e talvez mude de opinião, ou quem ainda não leu se anime a fazê-lo é meio complicado, mais vamos tentar...



Como já disse antes são três versões da mesma história narradas todas pela Imp, uma durante um período em que sua condição ( a esquizofrenia) está contida, e nessa  parte percebemos como uma coisa que acontece que pra quem não sofre da doença é banal pra alguém com ela pode desencadear um outro mundo literalmente e aquela pessoa se perde sem nem ela mesma perceber isso. 

A segunda versão que particularmente foi a que mais me chamou a atenção é a versão narrada durante a crise esquizofrênica, nada é muito certo, o mundo é outro e temos uma visão mais dark e com uma pitada de “ realismo mágico” ( porque pra ela aquilo é real), já na terceira e última versão vemos ela tentando entender o que ela realmente viveu e o que a mente dela criou e tentando concertar o que deu errado no meio disso tudo, vale lembrar que a forma com que o livro termina, ou seja ela voltando aos eixos por assim dizer foi uma forma muito sensível da autora, que ao tratar de um tema tão pesado que muitos sofrem que é essa doença sempre teve o cuidado de ser respeitosa e nos mostrar que também devemos ser cuidados e respeitosos e entender, que aquilo pode acontecer com qualquer um e que nada é tão fácil como é pra quem vê de fora, então te jogar no meio dessa história abre seus olhos e seus pensamentos.

Bom é isso pra quem já leu e não gostou dê uma segunda chance, pra quem ainda não leu esteja ciente de que você jamais será o mesmo após lê-la e de um jeito bom.

É legal falar aqui que existem duas versões desse livro ambas são iguais e ambas pela darkside , a diferença é só na capa, uma é brochura comum, e a outra é edição de luxo, capa dura, toda com relevos, borda rosa, tem aquela fitinha de marcar por dentro que já estamos acostumados a ver nas versões da darkside, é linda, pra quem ama enfeitar a estante recomento essa versão, apesar de ambas serem a mesma história. 

Muitas vezes aquilo que a gente não entende não nos agrada e esse livro é chance perfeita pra você entender um outro modo de ver o Munndo...
Livro foram feitos para divertir mais também pra ensinar e pra isso que este esta aqui ... ninguém disse que será fácil entender mais pra quem tiver a coragem de tentar é um livro pra vida toda.   


Crítica: Power Rangers (2017)


"A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais."

Jogos Vorazes se encerrou há mais de um ano, Divergente infelizmente acabou sendo colocado de lado. E agora da Lionsgate aposta em uma nova franquia, trazendo para as telonas um clássico da infância de muita gente: os Power Rangers.

E como já e de conhecimento de todos, Power Rangers nunca foi uma série de boa qualidade, seja em diálogos ou efeitos visuais, na verdade ela é muito marcada por ser meio cafona. E desde o anúncio do filme eu fiquei bem curioso de como transformariam isso numa franquia digna das telonas.

Mas o resultado acabou sendo uma surpresa muito positiva, um filme que se propõe a trazer um tom mais sombrio e realista a essa história, mas que ao mesmo tempo sabe reconhecer sua cafonice, nunca se levando a sério por completo.

A vilã escolhida para esse primeiro filme foi Rita Repulsa, que muitos talvez lembrem da primeira temporada da série a qual ela era vilã e era uma personagem muito cômica e nada sombria. E no filme temos uma Rita Repulsa, interpretada por Elizabeth Banks, muito mais sombria e até mesmo assustadora, com camadas.

Gostei muito do fato de terem trazido um background pra personagem completamente inexistente na série, o que além de torna-la uma personagem com mais profundidade, acabou aumentando seu senso de ameaça. O único problema é que ao longo do filme ela acaba tendo muitos diálogos desperdiçados com coisas como: Cadê meu cristal? Preciso pegar meu cristal? Eu vou pegar o Cristal e vou destruir os Rangers? Mas que num filme como esse acaba sendo compreensível e até mesmo inevitável.

Também achei interessante a solução para a existência dos famigerados bonecos de massa, que na série eram feitos da maneira mais tosca possível, mas que no filme encontraram uma solução que se encaixou no propósito dos mesmos e que ao mesmo tempo é realista e faz muito mais sentido.


Quanto aos Rangers, eu gostei bastante dos uniformes, que são mais próximos de armaduras, e também gostei de como eles surgem no corpo dos Rangers, como se fosse uma espécie de energia. Os personagens por trás de cada um são muito mais profundos do que eu poderia esperar. Diferente da maioria dos blockbusters, o filme se dedica em boa parte a desenvolver cada personagem individualmente, bem como em grupo. E são personagens muito interessantes, destaque para a existência de um personagem que é autista e uma homossexual na equipe, que não é algo que se vê todo dia.

Quanto a atuação de cada um deles, não acho que foram realmente boas, acho que poderiam ter se saído melhor, mas são atuações ok, não tem ninguém que está horrível no papel, até porque o roteiro não exige tanto deles assim. As únicas atuações que realmente se destacam são Bryan Cranston como Zordon e Bill Hader como Alpha 5, mas que basicamente são apenas vozes, especialmente Bill Hader.


As cenas de ação são surpreendentemente bem dirigidas, em especial uma cena no início do filme com o carro girando, que eu gostaria muito de saber como foi filmada, é realmente interessante.

Quanto a ação final, apesar de bem dirigida eu acho que deixou a desejar no tempo, os Rangers passam um tempo enorme do filme treinando e tentando morfar pra chegar na hora e lutarem apenas cerca de 5 minutos em campo antes de montarem nos Zords. Que inclusive tiveram efeitos especiais muito bons.


Eu também fiquei surpreso com a direção de fotografia, que é simples mas ao mesmo tempo existe um cuidado especial. Tem uma cena em específico do grupo correndo em contraste com a luz do sol que ficou sensacional, e é algo pouco comum em filmes blockbusters geralmente preocupados mais com entretenimento visual e não com aparência.

Power Rangers definitivamente não é um filme de grandes qualidades, mas com certeza é uma grande surpresa para quem esperava algo como Tranformers, se diferenciando da maioria dos blockbusters ao trazer personagens interessantes e bem desenvolvidos ao invés de fazer um filme saturado de CGI e robôs brigando. O plano da Lionsgate agora é fazer algo em torno de 6 filmes da franquia, só podemos esperar.


Gustavo Matheus

Resenha: Nas sombras


No futuro, um misterioso acontecimento (que ficará conhecido como Passagem) dará para os nascidos depois desta data a capacidade de ver e se comunicar com os mortos. Sendo uma dessas pessoas, Aura passa toda a sua vida tendo que lidar com essa condição. Quando o aniversário de 18 anos de seu namorado, Logan, se aproxima, Aura sabe que será o melhor de todos. A banda dele tem um megashow marcado e há uma festa planejada. Está tudo dentro dos planos, exceto Logan morrer de overdose... E voltar, se fazendo presente na vida de Aura exatamente como antes, só que roxo.





O livro "Nas Sombras" definitivamente não foi um livro que eu escolhi pela capa. A sinopse me cativou bastante e com certeza não me arrependi da escolha. Ainda não tinha referências sobre ele o que fez com que a cada página eu me surpreendesse e me encantasse com esse romance lúdico e como mencionado na capa, assustadoramente bom.

A história é sobre uma garota chamada Aura, nascida depois da " passagem", um termo que eles usavam para um acontecimento que permitiu que pessoas nascidas após a ele, pudessem ver os mortos, o que não significava nenhum pouco um privilégio para ela. Ela é uma jovem de 15 anos quase normal, namora o vocalista de uma banda punk rock chamado Logan, eles tem um relacionamento ótimo, às vezes meio conturbado, mas com certeza um é extremamente apaixonado pelo outro. Mas algo terrível muda a relação deles para sempre, Aura terá de aprender a lidar com todos os acontecimentos a sua volta e ainda enfrentar suas próprias frustações, sobre seu passado, seus pais, e o fato de ter sido a primeira nascida depois da passagem, o que a trouxe muitos problemas e muitas dúvidas. No meio de tudo isso ela conhece Zach, um garoto lindo com um sotaque incrível e que atualmente era a única pessoa que a fazia esquecer um poucos as coisas. Mas a relação deles estava ganhando mais espaço em sua vida do que ela gostaria.

"Apontei para a Ursa Maior e segui as duas últimas estrelas para achar a Estrela do Norte, Polaris".

Os personagens são ótimos com personalidades que se destacaram ao longo da história.

Aura, é uma garota doce mais bem determinada, muito curiosa e interessada em mistérios, ela com certeza me cativou. Logan, é um jovem músico que gosta de curtir a vida e não despensa desafios o que com certeza não o favoreceu muito. Zach é um garoto doce e encantador, tem um jeito tímido charmoso é muito atencioso, disposto a se arriscar pelos amigos e a todos que ele ama.

Falando um pouco dos personagens secundários temos Mickey, Siobhan e Dylan irmãos de Logan que tiveram participação mais que fundamental para o desenvolvimento da história.Mickey, o irmão mais velho era autoritário e perfeccionista acima de tudo com a banda deles chamada The Keeley Brothers, a qual ele amava e fazia de tudo para eles acontecerem na mídia. Ele adorava os irmãos principalmente Logan.

Siobhan, também participava da banda e namorava Connor o baixista da banda, doce e descontraído ela marcou o enredo com seu jeito meigo e ao mesmo tempo forte de ser. Dylan, o irmão mais novo era aparentemente o mais frágil, muito inteligente ele questionava muito o porque das coisas, com o mesmo "poder" que Aura ele também enfrentava problemas para enfrentar essa estranha realidade.
Gostei dos personagens e de cada personalidade que me prendeu muito nessa trama.

" Fiquei encarando a página na minha frente. Se virasse para olhá-lo, não teria volta. Pediria para ele fazer aquilo de novo, desta vez colocando todos os dez dedos no meu cabelo e no meu pescoço e nos meus ombros e..."

Mesmo gostando da sinopse, eu inicialmente não dei tanto crédito a história, mas me surpreendi muito com o enredo como um todo. Tem muito suspense e mistério, a autora tem uma escrita agradável e a leitura é bem dinâmica. Ela consegue fazer com que você se mantenha preso a história a cada página.

A escolha de tema foi ótima, realizando uma abordagem sugestiva de como realmente acontece a vida após a morte, englobando temas como as escolhas e suas consequências, gostei bastante da visão da autora e de como ela transmitiu a mensagem contida no livro. Me emocionei algumas vezes e torci muito pela personagem principal, sentindo o que ela sentia em cada momento descrito pela autora.

Mesmo achando o final meio inconclusivo eu me apaixonei pela história, pelo romance que a trama traz consigo e momentos intensos que os casais formados nos revelam no decorrer do enredo. E me cativei com um triângulo amoroso bem incomum que garantiu a minha atenção até o seu desfecho.

                                                    "Nós tínhamos perdido a eternidade".

Sobre a edição do livro, não achei a capa tão atraente quanto a história, acredito que a editoria podia ter investido mais nela. Mas a diagramação interna é boa, contém folhas lisas amareladas e envelhecidas, fonte média agradável para ler. A autora tem uma escrita simples, direta, de fácil leitura e que abrange vários tipos de público e isso contou muitos pontos positivos. Não contém muitos erros de revisão e é um livro tão interessante que você não percebe o tempo passar, quando você vê já terminou, por ter essa escrita tão dinâmica, leve e envolvente.

Eu recomendo esse livro para quem gosta de mistério, ficção e suspense, mas também muito romance, é um livro incrível que com certeza estará na minha lista de favoritos.



           Editora: Galera Record || Autora: Jeri Smith Ready || Páginas: 336 || Skoob