A Bela e a Fera (2017) - Crítica

"Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana."

Como pode-se notar já pela sinopse, esse filme é praticamente um remake da clássica animação de 1991. Não só a história se parece, como também o visual, inclusive há cenas praticamente idênticas a animação.

Não há muito o que falar da história já que é a mesma, inclusive as músicas também são as mesmas, com exceção de algumas inéditas. Mas há algumas atualizações, há um cuidado em retratar melhor a época em que se passa o filme. É possível notar algumas diferenças na própria Bela. Ela é inventora juntamente com seu pai, também é legal notar que não há uso de espartilho deixando aquela cintura apertadíssima, como na maioria dos filmes de princesa. Também é importante ressaltar que esse filme é bem mais completo que a animação, dando mais detalhes de alguns assuntos como a respeito da mãe de Bela.


Porém mesmo com essas mudanças é meio decepcionante que não tenham inovado em nada, assim como aconteceu com Cinderela de 2015, que é um filme bem do tipo "ok", mas que não acrescenta nada e é até meio esquecível. Mas sim, Bela e a Fera é superior a Cinderela, até mesmo porque a proposta de ser uma versão live-action da animação sempre esteve clara.

O filme é dirigido pelo Bill Condon, ele já dirigiu os dois últimos filmes da saga Crepúsculo, mas não é um diretor ruim, ele tem uma direção muito cuidadosa, mas não é uma direção que se destaca. E em a Bela e a Fera, acho que ele fez um trabalho muito bom nas cenas musicais, que apesar de não evocarem a mesma magia da animação, são muito bem dirigidas. Ele se perde um pouco ao dirigir cenas que exigem muita ação, elas são pouco empolgantes e algumas parecem passar muito rápido.


E agora falando do elenco: Temos Emma Watson no papel de Bela, e eu estava muito ansioso pra ver como ela se sairia, especialmente nas cenas que exigissem que ela cantasse, mas ela está muito bem no papel, seja cantando ou atuando, não é uma super atuação, mas ela faz o trabalho dela com êxito.

Dan Stevens está no papel da Fera, e ele faz um bom trabalho, mas o fato de passar a maior parte do tempo como a Fera torna difícil falar sobre sua atuação, já que está coberta com maquiagem e CGI, mas já já falo melhor desse CGI.

Luke Evans está perfeito como Gaston, é incrível como ele ficou tão parecido com o personagem, não só fisicamente, mas a personalidade também convence. E temos Josh Gad como Lefou, que rouba a atenção em várias cenas, ele é muito engraçado, o número musical envolvendo o mesmo também é um dos melhores do filme.

Houve toda uma polêmica em o filme tratar o personagem como abertamente gay, inclusive alguns países não exibirão ou exibirão com classificação indicativa mais alta, é uma polêmica absolutamente desnecessária, quem prestou bastante atenção na animação (a não ser quem viu quando criança) sabe que o Lefou obviamente sempre foi gay. O elenco ainda conta com outros nomes de peso como Emma Thompson, Ian McKellen, Ewan McGregor dando vida aos objetos do castelo, todos ótimos.


Agora sim, preciso falar do que mais me incomodou nesse filme: o CGI. Eu não estava esperando efeitos super elaborados perfeitos, porém de um estúdio que recentemente levou o Oscar de melhores efeitos visuais por Mogli, era de se esperar algo melhor. O problema já começa na Fera que tentaram fazer uma maquiagem mas que não teve bom resultado e aí complementaram com CGI, e o resultado é uma Fera meio sem expressão, e algumas cenas toscas, o momento da dança por exemplo se reparar bem é possível notar que a mão de Bela não se encaixa certinho com a mão da Fera, tem um outro momento em que a Fera molha o rosto, porém só os cabelos em volta ficam molhados, não é absolutamente ruim, mas poderiam ter feito algo muito melhor.


Outra coisa que acaba incomodando são os objetos, o melhor deles é o Lumière, e mesmo ele tem umas cenas meio malfeitas. Mas o que mais me incomodou foi o bule e a xícara (Srta. Potts e seu filho), que no desenho possuem algo mais próximo de um rosto mas sendo um objeto. Enquanto aqui nesse filme é mais um simples desenho na louça, eu sei que talvez tenha sido a melhor ideia que tiveram, mas comparando a capacidade que os estúdios Disney têm, achei preguiçoso.

Eu gostei bastante da trilha sonora, todas as músicas são muito boas, e também adorei a regravação da clássica Beauty and the Beast na voz de Ariana Grande e John Legend.

A Bela e a Fera é um bom filme, mas que acaba sendo uma oportunidade perdida de fazer algo diferente, e pelo que o estúdio já fez poderia ter sido uma produção melhor, mas isso não desqualifica o filme, nem faz com que deixe de ser emocionante, memorável e encantador.



Gustavo Matheus

Resenha: Morgenstern

"Sarah Vega é uma jovem dedicada aos estudos e à família. Além de estudar Fisioterapia, ajuda a mãe no carrinho de cachorro-quente e cuida do pai cadeirante. Um amor incondicional que ela só compartilha com os fiéis amigos. Paciente, está à espera do homem certo, alguém que fará a diferença em sua vida. Há quem diga que esse homem é Andreas, um rapaz charmoso e atencioso, completamente apaixonado por Sarah. Ela, apesar de querê-lo bem, não sente o mesmo. Uma inesperada visita a uma academia faz seu mundo virar de cabeça para baixo. Quando se depara com o campeão de MMA Hans Scheidemann – a Muralha Alemã –, Sarah se vê envolvida em um turbilhão de paixões e dúvidas. Afinal, Hans tem seus segredos, capazes até mesmo de colocar a garota em perigo. Tudo se complica ainda mais quando uma vidente lhe faz uma revelação inusitada: Sarah tem um dom especial e faz parte de um seleto grupo – as Estrelas da Manhã – do qual depende o equilíbrio do mundo. Numa trama tão alucinante quanto comovente, repleta de romance, esoterismo, ação e emoções à flor da pele, Sarah terá de fazer as escolhas certas. Disso depende não apenas seu futuro, mas o de toda a humanidade."

Já foi dito por muitas pessoas (inclusive por mim) para não julgar um livro pela capa, mas eu sempre acabo fazendo isso, principalmente quando opto por não ler muito da sinopse. E pela capa do livro eu esperava encontrar um romance daqueles clichês em que a garota se envolve com um lutador de MMA lindo de morrer e se apaixonam perdidamente, mas não poderia estar mais enganada. Em Morgenstern encontrei um livro bem diferente do que esperava, a autora consegui reunir em uma única historia romance, ação, drama e espiritualidade, e que apesar de algumas ressalvas foi um livro que gostei muito.

Logo no inicio do livro conhecemos Sarah Vega, uma garota de origem humilde que trabalha em um hospital durante o dia e á noite faz faculdade de Fisioterapia. Mas mesmo tendo o dia quase todo preenchido ela sempre arruma tempo para ajudar a mãe nas tarefas de casa, no carrinho de cachorro-quente aos sábados e com o pai que é cadeirante.

Ela é considerada uma boa aluna, tem uma melhor amiga chamada Gil e sempre fazem de tudo juntas, e também é alvo do amor de Andreas, um rapaz que é apaixonada por ela a anos e que o pai o aprova como namorado, mas ela nunca sentiu nada arrebatador por ele, somente amizade.

Certo dia sua turma foi assistir a algumas demonstrações de lutas em uma academia, e foi lá que pela primeira vez ela viu o Hans Scheidemann ou A Muralha Alemã, como é mais conhecido no MMA. S sentindo intrigada como lutador pouco tempo depois acaba voltando a academia com a desculpa de fazer algumas fotos para o trabalho, e a partir desse encontro os dois começam a conversar e conhecer um pouco sobre o outro e não demoram a embarcar em um romance arrebatador.

Mas depois de algumas descobertas e de um segredo revelado, a relação deles abala um pouco e o mundo que a Sarah conhecia também muda. Ela descobre por meio de uma cigana que é uma Estrela da Manhã, um grupo raro de mulheres que estão no mundo para ajudar a equilibra-lo e mesmo tentando fugir disso ela acaba descobrindo que não se pode correr de seu dom.

"A determinação, a persistência e a paciência são o que nos tornam fortes. Sei que todos aqui não tiveram um dia fácil e, às vezes, tudo o que a gente quer é ir pra casa e descansar. Mas o que nos difere dos demais é o que somos guerreiros, e os guerreiros não desistem."

Uma das coisas mais interessantes em Morgenstern é que temos uma variedade muito grande de personagens, cada um com a sua personalidade e temos para todos os gostos.

Sarah é uma jovem bem madura para a sua idade e ao contrario de muitas pessoas da sua idade não está preocupada com namoros e festa, e sim em se formar e em cuidar da sua família. Ela foi uma personagem que no inicio não me conquistou, mas no decorrer da historia eu fui simpatizando com ela e torcendo para que tudo desse certo.

Hans logo de cara me conquistou, mesmo sendo um lutador ele é honesto, humilde e está sempre preocupado em ajudar seus amigos. Vemos que de inicio ele reluta em tentar algo com a Sarah, mas logo ele se entrega de corpo e alma a esse amor.

Outra pessoa que eu senti um enorme carinho e afeição foi o Sr. Antonio, ele trabalha na academia em que o Hans treina e da aulas. Muitas vezes ele é um pai e um anjo da guarda para ele e para a Sarah, sempre dando ótimos conselhos e conduzindo as coisas com sabedoria.

Andreas sempre foi apaixonado pela Sarah, apesar de a mesma nunca retribuir. Ele não tem uma participação muito grande na trama, mas eu senti uma certa afeição por ele. Assim como pela Gil que é a melhor amiga de Sarah e que também é super alto astral.

Mas também teve um personagem que me deu nos nervos, e foi justamente o pai da Sarah. Ele é um senhor que é cadeirante, mas não faz a minima questão de ser mais independente. Ele espera a Sarah para tudo, e quando ela não o consegue o ajudar ele faz birra e não permite que ninguém mais o ajude. Sem falar que gostar de ditar com quem a Sarah pode ou não se relacionar, julgando as pessoas pela aparência e não pela personalidade. 

"Já o amor, Campeão, ele é eterno, não envelhece e nos faz sentir verdadeiramente vivos."

Uma das coisas mais interessantes nesse livro é que ele envolve bem o mundo do MMA, até as lutas clandestinas que acontecem na calada da noite e que são proibidas. A historia é bem detalhada e a parte espiritual dela é bem rica e no livro acontecem várias reviravoltas, mas acredito que essas várias mudanças acabaram pesando um pouco no livro. Eu achei que elas deram uma dinâmica interessante na historia, mas em alguns momentos eu não via necessidade de tantas coisas, mesmo que isso no final servisse para explicar uma ou outra situação.

Mas apesar desse excesso de coisas a historia é incrível e ao mesmo tempo inspiradora. A escrita da autora é fluida e ela não usa muitas palavras complicadas. A parte física do livro está muito bonita, eu particularmente gostei da capa, e o interior está bem delicado, com letras médias que facilitam a leitura e páginas cor creme.


    Editora: Novo Século || Autora: Kelly Hamiso || Páginas: 368 || Skoob || Onde Comprar






Crítica: Logan

"Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina."

A jornada de Hugh Jackman como Wolverine nos cinemas chegou ao fim. Logan chegou aos cinemas com a missão de trazer um fim digno ao personagem interpretado por Jackman desde o primeiro filme dos x men lançado em 2000. A franquia em si dos X Men foi importantíssima para o gênero super-herói nos cinemas. Bryan Singer trouxe um formato diferente e inovador ao gênero ao trazer uma equipe de heróis cada um com sua peculiaridade.

E Logan cumpre muito bem a função de colocar um fim a jornada do personagem. O filme tem um tom mais dramático, além de ser mais violento que qualquer filme protagonizado pelo Wolverine. O que se encaixa perfeitamente com o que se esperaria do personagem a essa altura. Foi o momento ideal para esse filme.


Hugh Jackman chega ao máximo que poderia chegar atuando como Logan, ele transparece o olhar de um homem cansado, e ao mesmo tempo assombrado por velhos fantasmas do passado. Patrick Stewart também está extremamente bom como Charles Xavier, achei ótimo a condição em que colocaram o personagem e como o filme lida com essa situação. É sensacional. E também há Dafne Keen como Laura/X-23, ela é uma das melhores coisas do filme. Para uma atriz tão jovem é complicado passar quase metade de um filme sem falar nada, e mesmo assim Dafne se sai muito bom somente com olhares e expressões.

As cenas de ações do filme são ótimas e empolgantes. Mas mesmo com toda a violência, isso não toma conta do filme, o importante aqui é a relação entre os personagens e dos mesmos com seu passado. O tom da história não é tão dramático quanto sugerido pelo primeiro trailer do filme. Na verdade inclusive há cenas cômicas muito boas.



O vilão do filme não é ruim, mas acho que poderia ter sido ao menos um pouco melhor aproveitado, em muitos momentos me pareceu que a situação toda era muito fácil de resolver, não representava nenhum desafio para o Wolverine.

Também não posso deixar de comentar a respeito de uma cena que não pude deixar de me incomodar. Provavelmente não é algo que deve incomodar a maioria, mas acho que especialmente para quem trabalha com isso, incomoda. (atenção para SPOILERS)

Há um momento em que Logan encontra o celular da moça que antes cuidava de Laura e nesse celular há vídeos de Laura quando estava sendo criada em laboratório. Acontece que os vídeos mais parecem um completo documentário, narrado e editado num computador, não sei se a intenção era parecer daquela forma. Mas soou estranho especialmente por que Gabriela (que gravou o vídeo) usava apenas um celular escondido para registrar as imagens. Mas isso também não é algo que estraga completamente a experiência do filme.

Agora a grande dúvida é: Como ficará o universo dos X-Men? A cronologia já vinha bem bagunçada e agora temos Logan que se passa no futuro. A impressão que dá é que teremos um futuro filme com os novos mutantes criados no filme, mas ao mesmo tempo não sei que trama teríamos já que não há mais mutantes, quem seria um próximo antagonista? Resta esperar por como a Fox organizará isso, mas é certo que não irão desperdiçar uma personagem com tanto potencial quanto a X-23.


Gustavo Matheus

Resenha: Destinos de Papel

Rebeca tem algumas regras que sempre costuma seguir à risca. Ou melhor, quase sempre.
Bem, na verdade, seguir regras não é exatamente o seu forte.
Com o coração partido por um trauma do passado, ela vive a vida como se não houvesse amanhã, nunca se apegando a ninguém e sem se preocupar com seu futuro.
Mas tudo muda quando consegue estágio de Psicologia em uma grande escola, passando a ser uma espécie de conselheira para os alunos. Uma grande ironia, uma vez que ela sequer consegue aconselhar a si mesma. Sua principal paciente, Júlia Nakagawa, é uma garota-problema que detém o estranho dom de prever o futuro ao tocar nas pessoas.
Mas não é apenas Júlia que entra na vida dessa jovem desmiolada. Um grande amor também se faz presente, abalando suas estruturas e fazendo com que sejam desrespeitados os limites que ela mesma impôs para si.
Porém, Júlia parece conhecer um segredo que pode mudar a vida de muitas pessoas, inclusive a de Rebeca. Para sempre.

Sabem aqueles livros que você pega com despretensão e que no final acabam te conquistando e envolvendo? Destinos de Papel foi um desses livros. Eu comecei a leitura durante a noite, tendo fé que quando desse o horário eu iria dar uma pausa na leitura e iria dormir (inocente), mas a história me envolveu de tal maneira que eu não conseguia parar, e sim só devorar páginas e mais páginas do livro. Eu precisava saber o que iria acontecer com a Júlia, Rebeca e com o resto dos personagens.

O livro narra a história de Rebeca, uma jovem que leva a vida com muito humor e animação, mas que no fundo esconde feridas profundas de um trauma do passado. Ela está no primeiro ano de psicologia, e também desempregada, mas eis que surge sua melhor amiga, que é uma psicóloga renomada e que conseguiu uma entrevista para ela como estagiária em uma das escolas mais renomadas da cidade.

Sem demora ela comparece a entrevista, e mesmo contrariando as suas expectativas ela é aceita, e logo começa a cuidar de alguns casos aleatórios (brigas, discussões, etc.), e também de um "caso especial" a aluna Júlia Nakagawa. Ela se compara a lenda japonesa do Satoru-kun, que é uma criatura que habitava o inferno e que tinha consciência do passado, presente e futuro. Além de ser uma aluna problemática que sempre se envolve em brigas com os professores e alunos, e também já foi pega furtando.

Rebeca no início tem certeza que isso é tudo história, mas Júlia fala sobre o passado dela, e acontecimentos que ela não poderia saber. Com isso Rebeca não sabe exatamente no que acreditar, e para complicar ainda mais a situação, ela começa a se envolver com o irmão da Júlia. Um rapaz que é muito educado, amoroso e preocupado com a irmã, e que de certo modo meche um pouco com ela.

"Ter a vida de alguém em suas mãos. Acho que não pode existir nada que seja mais desesperador do que isso. Uma fraqueza, um descuido, e tudo se acaba. Pela segunda vez eu entendia as pessoas que dizem que a vida é muito frágil." 

Os personagens foram criados e desenvolvidos com mestria pela autora, eu consegui sentir o que eles sentiam, me apeguei a eles e internamente torcia para que tudo ficasse bem. Mas, como nem tudo são flores, também teve aqueles que levaram a minha antipatia. 

A Júlia no início foi uma delas, com aquele jeito grosso e meio violento. Mas no decorrer da história percebi que tudo aquilo era um escudo para se proteger, para não se apegar as pessoas ou se machucar. E depois disso ela acabou sendo uma das minhas personagens favoritas.

Rebeca logo no início já foi me conquistando, ela vive a vida como se não houvesse amanhã, diz o que tem vontade e aproveita todos os momentos. Aparentemente ela é uma pessoa leve, descontraída e que não quer se apegar a ninguém, mas isso tudo é resultado de uma grande perda que ela teve no passado.

Lucas é o irmão da Júlia, logo na primeira vez que ele aparece já me arrancou suspiros. Ele é carinhoso, cavalheiro, amoroso... simplesmente apaixonante. Uma das coisas que eu mais gostei nele é que apesar de todos os obstáculos que a irmã coloca entre eles, ele sempre está lá para tentar a ajudar, o amor fraternal deles é lindo. 

Temos personagens secundários maravilhosos como a Tia Rosa, que trabalha na escola e que sempre está ali para ajudar a Rebeca e os alunos. O Chris que é o psicólogo da escola, e que apesar de não aparece muito é uma parte fundamental da história, assim como a diretora Fernanda e Laura, que é a melhor amiga da Rebeca. Temos também a inspetora Monica, que eu com certeza não simpatizei, e tenho certeza de quem ler irá me entender.

"Aprendi que nossos destinos estão, sim, previamente traçados. Mas não são feitos de aço. São como delicadas e maleáveis folhas de papel. E, nela, podemos traçar rascunhos antes do texto final. Podemos riscar, rasgar, rasurar, dobrar, emendar...desde que tenhamos paciência e perseverança."

A leitura do livro foi uma delícia, eu já conhecia a autora por causa de algumas divulgação das obras dela no Facebook, mas nunca tive a oportunidade de ler nada dela. E eu me arrependo, pois a escrita dela é simplesmente incrível, ela fala sobre assuntos sérios como o bullying, suicídio, traumas e perdão. Mas ao mesmo tempo que temos um livro sério, contamos com várias cenas engraçadas por parte da Rebeca, que é uma comédia ambulante, e isso acaba quebrando um pouco a tensão da história, tornando tudo mais fácil de se ler. 

A parte física do livro está incrível. Eu estou apaixonada nessa capa, com certeza é uma das mais bonitas da minha estante e a diagramação por dentro está perfeita. A cada início de capítulo contamos com o desenho de um Tsuru em cima do número do capítulo, as letras estão de um tamanho grande o que facilita a leitura não cansando as vistas e eu não encontrei nenhum erro de revisão. Em suma, esse livro é perfeito e entrou para a minha lista de favoritos ♡.


     Editora: Qualis || Autora: Luciane Rangel || Páginas: 278 || Skoob || Onde Comprar




Resenha: Como eu era antes de você


Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Eu já esperava que essa história iria me cativar, pois sou uma eterna romântica. Mas quando li o livro, eu simplesmente me apaixonei e me encantei por cada momento e cada detalhe. E mesmo já sabendo um pouco da história, me surpreendi e tive uma experiência incrível com esse livro.

A história conta a vida de Will Traynor e Louisa Clark, ambos com vidas completamente diferentes, mas que o destino uniu de um jeito lindo e único. Will Traynor era encantador, conquistador e adorava a vida, aproveitar ao máximo era seu lema, adorava esportes radicais e qualquer coisa desafiadora. Mas tudo muda em sua vida perfeita, depois de um trágico acidente, ele passa a ver as coisas de maneira diferente e sua vida nunca mais será a mesma.

Louisa Clark ou Lou como era chamada, era uma garota normal, acostumada com sua rotina e o bar onde trabalhava á 6 anos. ela era feliz, e mesmo com seu jeito excêntrico, ela se considerava comum e não achava que sua vida iria muito longe além dos limites do Castelo onde os Traynor moravam. Caseira adorava a família, mas tinha certeza de que não amava seu namorado Patrick, um esportista obsessivo mas que a adorava.

Sua vida quase perfeita se desmorona quando é demitida de seu trabalho e isso a obrigará a repensar toda a sua vida, ela consegue uma entrevista com Camila Traynor, mãe de Will, que mesmo vendo que ela não é qualificada a admite. Lou começa a trabalhar como cuidadora de Will, ele no começo é grosseiro, intolerante, mas com o tempo se abre e mostra todo o ser doce e generoso que ele sempre foi.

Eles viram amigos e com o tempo essa amizade se torna um lindo romance, mas assim como na vida real, nem toda história de amor termina com final feliz...

"Se ele amar, sentirá que pode seguir em frente. Sem amor, eu já teria afundado várias vezes."

Os personagens são incríveis, cada um com seu jeito e personalidades especiais, conseguiram me conquistar. Lou com sua maneira doida, desastrada, mas muito amorosa e determinada, foi com certeza a peça chave desse maravilhoso romance. A dedicação dela em fazer com que Will fosse feliz com a vida que tinha era motivadora. Já Will com todo o seu charme e carisma me encantou já nas primeiras páginas do livro, mesmo depois de tudo o que aconteceu com ele e sua maneira meio grosseira de lidar com as pessoas, não conseguiu esconder por muito tempo seu jeito doce e amoroso, sempre muito enfático em tudo o que acreditava, tinha uma personalidade forte e era incrivelmente encantador.

Os demais personagens também foram peças fundamentais para o desenrolar da história e de maneira que cada leitor pudesse se identificar também. Treena era a irmã mais nova de Lou, titulada a mais inteligente e com um futuro brilhante pela frente, mesmo tendo engravidado ainda muito nova, era muito bonita, esforçada e ambiciosa. Os pais de Lou sempre falantes e cheios de opinião, tinham suas convicções e eram bem incisivos em relação a elas, sempre elogiavam Treena, mas sobrava para Lou as cobranças e expectativas

Camila e Steven Traynor pais de Will, eram discretos, ponderados, elegantes e pareciam ter uma vida perfeita, mas o acidente de Will e suas consequências apenas mascaravam um casamento fracassado que se arrastava, por fim, Nathan, adorável, carismático e muito dedicado, era o enfermeiro particular de Will que se tornou seu amigo também, era super prestativo e atencioso, no começou ajudou Lou em como cuidar melhor de Will, depois de muitas dificuldades juntos, ela e Nathan se tornaram grandes amigos.

"Alguns erros… apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é."

A história realmente me emocionou e mexeu muito comigo, eu realmente me envolvi com esse enredo tão intenso e sofri junto com os personagens, chorei mas também sorri. A personagem Lou teve passagens bem engraçadas e divertidas, este livro teve um pouco de tudo, drama, romance, um pouquinho de comédia, momentos que nos fez refletir, mas acima de tudo, muita emoção.

 No começo não me empolguei muito com a história por conta da escrita da autora que me pareceu um pouco cansativa, e muitas vezes algumas "cenas" ficaram muito monótonas, até a ação de verdade acontecer. Mas depois rolaram muitas lágrimas, e definitivamente essa história já é um dos meus livros favoritos.

A edição do livro ficou ótima, a capa é simples mas muito bonita, folhas amareladas, a fonte é um pouco pequena, mas não atrapalhou a leitura. Eu não gostei muito do desenvolver do começo da história foi um pouco monótono ao meu ver, mas mesmo assim foi muito bom, não encontrei erros significativos, e no geral é um excelente livro.
                  
        
                                                        "Não pense muito em mim...
                                                                Apenas viva bem 
                                                                    Apenas viva."

  

    Editora: Intrínseca || Autora: Jojo Moyes || Páginas: 320 || Skoob || Onde Comprar



Crítica: How To Get Away With Murder - 3ª Temporada

Olá! Primeiramente (fora temer) esse é meu primeiro post desde que o blog atingiu a marca de 1500 seguidores, então não posso deixar de agradecer a todos estes seguidores que acompanham agora e também aos que já acompanhavam antes de eu participar. Meu sincero obrigado a todos e também a Giovana por permitir que eu faça parte disso <3

Também vou aproveitar esse post para expressar minha felicidade com o Oscar desse ano. No post com as minhas apostas eu disse que ficaria muito feliz se Moonlight ganhasse e foi o que aconteceu. Foi super merecido e com certeza isso vai carregar um enorme significado para a indústria e para a sociedade. Moonlight é um filme simples, com orçamento de apenas 5 milhões, vindo de festivais e debate questões sociais não vistas comumente, além de que ele da muita margem para interpretação, o que não muito comum em filmes do Oscar. E além de tudo é o primeiro filme LGBTQ a ganhar um Oscar da história.

Bom, enfim, vamos ao que interessa. A terceira temporada de How To Get Away With Murder chegou ao fim e como de costume tivemos uma temporada cheia de surpresas e reviravoltas. Desde a primeira temporada a série já vinha sendo muito importante ao trazer uma mulher negra no papel principal e quebrar alguns padrões, e a terceira temporada deu continuidade a isso e mesmo com muitas críticas de alguns conservadores, se manteve firme e forte.

Essa crítica é da terceira temporada, então fica aqui o aviso de SPOILERS.

A terceira temporada se iniciou praticamente do mesmo ponto em que a segunda parou, e seguindo o mesmo formato das outras, que é mostrar trechos do acontecimento no futuro e conforme os episódios mostrar como os acontecimentos levaram a determinada coisa acontecer.

E então temos que falar da mid-season dessa temporada que trouxe consigo a morte de um dos principais personagens da série. A princípio eu fiquei chocado, e até duvidei que ele realmente tivesse morrido. Mas depois acabei vendo que foi o melhor que puderam fazer. Wes era um personagem muito bom na primeira temporada. Mas desde o fim da segunda, temos que concordar que ele estava muito chato, inclusive a reação da maioria dos fãs da série a sua morte foi positiva por isso.

O problema agora é como vão dar continuidade a trama com esse acontecido, já que ele era um personagem central e boa parte da construção da personagem de Viola Davis vinha de sua relação com Wes.


E já que estamos falando dos personagens, tenho que comentar sobre as atuações nessa temporada. Como sempre, Viola entrega uma atuação maravilhosa, e essa temporada trouxe coisas interessantes pra personagem, Annalise passa por uma espécie de redenção, passa a exclamar mais seus erros e lidar com eles, a parte em que ela fica presa é um bom exemplo disso. E essa temporada deu mais destaque para alguns personagens.

Karla Souza, intérprete de Laurel Castillo, teve oportunidade de mostrar mais seu potencial ao longo da temporada, especialmente na segunda metade. No começou houve um relacionamento seu com Wes que achei tosco e desnecessário, os personagens não combinam e não tem a menor química, mas na metade da temporada, Laurel se tornou mais interessante.

Outra que teve muito destaque nessa temporada é Michaela Pratt, interpretada por Aja Naomi King. Quando Annalise está presa, Michaela se torna meio que a líder do grupo e passa a ocupar uma posição antes ocupada por Viola, enquanto os outros sofriam, ela aguentou tudo na tentativa de segurar as pontas enquanto a situação estava tensa.

How To Get Away With Murder é uma das melhores séries atualmente, que mesmo com alguns deslizes, entrega uma história incrível com personagens bastante complexos e excelentes atuações.
A terceira temporada deve chegar logo a Netflix.


Gustavo Matheus

Autora Parceira: Vivianne Sophie

Olá, pessoal. Tudo bem?
Hoje eu venho trazer para vocês uma notícia maravilhosa! O blog foi selecionado para ser parceiro da autora Vivianne Sophie! Para quem ainda não a conhece ela é autora do livro A Mensageira da Morte e  do conto O Inferno de Virginia Washington.



Vivianne Sophie, é uma estudante de direito e leitora ávida desde da infância. “A mensageira da Morte” é o seu livro de estreia, que dá início a uma trilogia que reúne mitologia egípcia, romance e muitas aventuras. Vivianne também comanda o blog Cá Entre Nós, que fornece semanalmente resenhas literárias e vários outros assuntos da cultura geek. A autora possui também outros projetos em andamento e seu principal objetivo é contribuir com o incentivo à leitura.



Skoob

Alana Price nunca imaginou que sua vida se tornaria tão complicada. Uma cidade encoberta de brumas, assassinatos esporádicos que estão sempre próximos a ela. E uma voz sussurrando em seu ouvido, incitando-a desejar. Quando uma maldição recaí em sua vida, só há uma saída para fugir dela: A morte.
Percorrendo vários lugares do Egito, Alana enfrentará muitos desafios, tumbas egípcias, templos de areias e várias noites do deserto, é só o começo da sua jornada por redenção.
A Mensageira da Morte é o primeiro livro de estreia da autora e traz uma gama de mistérios, intricados a magia e profecias antigas. Tudo isso ambientado no cenário atual e escrito com muito entusiasmo pela autora.




Skoob

Virginia Washington vive o seu próprio inferno toda vez que se permite sonhar. Imersa em medicamentos para o sono, ela mal imagina que uma antiga maldição, recaíra logo sobre ela. Quando em uma tarde chuvosa, uma aparição estranha resolve reclama-la para si, Virginia precisará descobrir o passado da mansão onde vive e tentar encontrar dentro de si mesma, a fé que a motiva a viver.
Terror, romance e uma pequena dose de drama, é o que você encontrará neste conto. Prepare-se para a batalha entre o bem e o mal.










Eu não sei vocês, mas tenho grandes expectativas quanto o A Mensageira da Morte e O Inferno de Virgina. 

Espero que tenham gostado.
Um grande abraço e até a próxima.