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    Top 05: Filmes Sobre a Importancia da Educação

    Olá, pessoal. Como estão as coisas?
    Nesse momento de crise eu acho importante ressaltar a importancia da educação como pilar da sociedade, afinal é através dela que vamos achar a cura para esse virus que está assombrando o planeta inteiro. Então, hoje eu trago para vocês cinco filmes que falam sobre isso e como é importante valorizarmos os professores que estão presentes e os que já passaram na nossa vida.


    1-  Sementes Podres

    Esse é um filme espetacular, fala sobre a importancia de se ter um lugar seguro e pessoas que se importam com você.


    2- Escritores da Liberdade

    Eles eram jovens sem nenhuma perspectiva de vida, envolvidos em gangues aprenderam desde de cedo a se protegerem, mas isso tudo muda quando uma professora que vê além das aparencias entra na vida deles.

    Desenhos que me deram medo

    Olá, pessoal. Tudo bem?
    Hoje eu vim trazer para vocês algumas animações que me fizeram ter aquele medinho básico quando criança, afinal o primeiro filme de terror a gente nunca esquece.

    1- Coraline 



    2-  A Casa Monstro 




    3- ParaNorman




    4- Scooby Doo e a Ilha dos Zumbis



    Espero que tenham gostado das minhas escolhas, e que mais pessoas tenham sentido aquele frio na espinha ao ver esse filmes também. 

    Um grande abraço e até a próxima.

    Top 05: Filmes e séries para as férias

    Oi, pessoal, Tudo bem?
    Eu sou tão enrolada que nem vou pedir desculpa pelo meu sumiço, a vida ta corrida, mas nunca pensem que eu esqueci de vocês. Alguns já entraram de ferias, outros só mais pra frente, mas o importante é que se tudo der certo elas vão acontecer e todos vão aproveitar. E nada melhor do que assistir ótimos filmes e séries durante essas semanas incríveis, então eu fiz uma listinha com as minhas cinco indicações.

    1- Marlon 



    Essa é uma série do gênero comedia que é bem gostosa de se assistir, ela conta atualmente com duas temporadas de dez episódios e cada episodio tem cerca de 20 minutos, sendo que a primeira se encontra disponível na Netflix. Ela nos apresenta a Marlon um youtuber que adora pregar peças na sua ex-mulher, mas apesar de fazer isso os dois são muito amigos e tentam criar seus dois filhos da melhor maneira. É uma série que eu super recomendo para quem gosta de algo mais leve para passar a tarde ou o sábado a noite.

    Top 05: Filmes para se ver no Natal

    Olá, pessoal. Tudo bem?
    Depois de quase um mês eu estou de volta e dessa vez prometo tentar não sumir haha. No post de hoje eu aproveitei o que o Natal esta´se aproximando e escolhi cinco filmes que se passam nessa data tão especial. 


    1- How Sarah got her wings



    Filmes: Clássicos dos anos 90

    Olá, pessoal. Tudo bem?
    Adivinha quem já está em clima de ferias? Ela demorou mas chegou e com ela eu estou trazendo vários projetos e dicas incríveis para vocês. No post de hoje nos vamos relembrar os clássicos dos anos 90, aqueles filmes que passaram na sessão da tarde ou que alugamos varias vezes para assistir em casa. E para os amantes dos nos 80 eu já fiz um post um tempo atrás sobre os filmes dessa década, então é só clicar aqui para conferir.. 


    1- Esqueceram de mim


    Crítica: Mulher Maravilha (2017)

    "Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que o Deus Ares está por trás disso e que pode parar esta guerra com sua morte. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra."

    Finalmente um filme de super herói protagonizado por uma mulher. O último filme que tivemos foi Elektra em 2005, que não é lá muito bom, e também é pouco conhecido. Depois da série de 1975 protagonizada por Lynda Carter, houveram vários projetos para adaptações cinematográficas da Mulher Maravilha mas que nunca saíram do papel, e em 2017 finalmente chega as telas uma das maiores heroínas dos quadrinhos, símbolo feminista e extremamente importante para o empoderamento feminino nos cinemas.

    Tivemos a primeira aparição da heroína no filme Batman V Superman no ano passado, que se passa nos dias atuais e apresente um mulher maravilha experiente, conhecedora do mundo dos homens, mas que preferiu ficar reclusa em meio aos mortais. Já nesse filme, contado na forma de um enorme flashback, temos uma Diana inocente, ainda descobrindo o mundo e seus próprios poderes.

    Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2

    "Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt)."

    Continuando a Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel, agora temos Guardiões da Galáxia Vol. 2. A continuação da história que conta as aventuras de um grupo desajustado de seres do universo que acabam se envolvendo em situações que os colocam como heróis.

    Essa crítica pode ter SPOILERS, se você ainda não viu e não gosta de spoilers veja e depois volte :)

    Eu já tinha gostado bastante do primeiro filme, o qual eu fui ao cinema com poucas expectativas, porque não sabia da existência da equipe nem nada sobre esse sub-universo. Mas Guardiões da Galáxia acabou se tornando um dos meus filmes favoritos da Marvel. Isso de certa forma acabou se tornando um certo problema nessa continuação, o primeiro foi tão bom que a expectativa para o segundo era altíssima. Em partes essas expectativas foram atendidas, eu gostei do filme mas ele está a baixo do nível do primeiro.

    Crítica: Power Rangers (2017)


    "A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais."

    Jogos Vorazes se encerrou há mais de um ano, Divergente infelizmente acabou sendo colocado de lado. E agora da Lionsgate aposta em uma nova franquia, trazendo para as telonas um clássico da infância de muita gente: os Power Rangers.

    E como já e de conhecimento de todos, Power Rangers nunca foi uma série de boa qualidade, seja em diálogos ou efeitos visuais, na verdade ela é muito marcada por ser meio cafona. E desde o anúncio do filme eu fiquei bem curioso de como transformariam isso numa franquia digna das telonas.

    Mas o resultado acabou sendo uma surpresa muito positiva, um filme que se propõe a trazer um tom mais sombrio e realista a essa história, mas que ao mesmo tempo sabe reconhecer sua cafonice, nunca se levando a sério por completo.

    A vilã escolhida para esse primeiro filme foi Rita Repulsa, que muitos talvez lembrem da primeira temporada da série a qual ela era vilã e era uma personagem muito cômica e nada sombria. E no filme temos uma Rita Repulsa, interpretada por Elizabeth Banks, muito mais sombria e até mesmo assustadora, com camadas.

    Gostei muito do fato de terem trazido um background pra personagem completamente inexistente na série, o que além de torna-la uma personagem com mais profundidade, acabou aumentando seu senso de ameaça. O único problema é que ao longo do filme ela acaba tendo muitos diálogos desperdiçados com coisas como: Cadê meu cristal? Preciso pegar meu cristal? Eu vou pegar o Cristal e vou destruir os Rangers? Mas que num filme como esse acaba sendo compreensível e até mesmo inevitável.

    Também achei interessante a solução para a existência dos famigerados bonecos de massa, que na série eram feitos da maneira mais tosca possível, mas que no filme encontraram uma solução que se encaixou no propósito dos mesmos e que ao mesmo tempo é realista e faz muito mais sentido.


    Quanto aos Rangers, eu gostei bastante dos uniformes, que são mais próximos de armaduras, e também gostei de como eles surgem no corpo dos Rangers, como se fosse uma espécie de energia. Os personagens por trás de cada um são muito mais profundos do que eu poderia esperar. Diferente da maioria dos blockbusters, o filme se dedica em boa parte a desenvolver cada personagem individualmente, bem como em grupo. E são personagens muito interessantes, destaque para a existência de um personagem que é autista e uma homossexual na equipe, que não é algo que se vê todo dia.

    Quanto a atuação de cada um deles, não acho que foram realmente boas, acho que poderiam ter se saído melhor, mas são atuações ok, não tem ninguém que está horrível no papel, até porque o roteiro não exige tanto deles assim. As únicas atuações que realmente se destacam são Bryan Cranston como Zordon e Bill Hader como Alpha 5, mas que basicamente são apenas vozes, especialmente Bill Hader.


    As cenas de ação são surpreendentemente bem dirigidas, em especial uma cena no início do filme com o carro girando, que eu gostaria muito de saber como foi filmada, é realmente interessante.

    Quanto a ação final, apesar de bem dirigida eu acho que deixou a desejar no tempo, os Rangers passam um tempo enorme do filme treinando e tentando morfar pra chegar na hora e lutarem apenas cerca de 5 minutos em campo antes de montarem nos Zords. Que inclusive tiveram efeitos especiais muito bons.


    Eu também fiquei surpreso com a direção de fotografia, que é simples mas ao mesmo tempo existe um cuidado especial. Tem uma cena em específico do grupo correndo em contraste com a luz do sol que ficou sensacional, e é algo pouco comum em filmes blockbusters geralmente preocupados mais com entretenimento visual e não com aparência.

    Power Rangers definitivamente não é um filme de grandes qualidades, mas com certeza é uma grande surpresa para quem esperava algo como Tranformers, se diferenciando da maioria dos blockbusters ao trazer personagens interessantes e bem desenvolvidos ao invés de fazer um filme saturado de CGI e robôs brigando. O plano da Lionsgate agora é fazer algo em torno de 6 filmes da franquia, só podemos esperar.


    Gustavo Matheus

    A Bela e a Fera (2017) - Crítica

    "Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana."

    Como pode-se notar já pela sinopse, esse filme é praticamente um remake da clássica animação de 1991. Não só a história se parece, como também o visual, inclusive há cenas praticamente idênticas a animação.

    Não há muito o que falar da história já que é a mesma, inclusive as músicas também são as mesmas, com exceção de algumas inéditas. Mas há algumas atualizações, há um cuidado em retratar melhor a época em que se passa o filme. É possível notar algumas diferenças na própria Bela. Ela é inventora juntamente com seu pai, também é legal notar que não há uso de espartilho deixando aquela cintura apertadíssima, como na maioria dos filmes de princesa. Também é importante ressaltar que esse filme é bem mais completo que a animação, dando mais detalhes de alguns assuntos como a respeito da mãe de Bela.


    Porém mesmo com essas mudanças é meio decepcionante que não tenham inovado em nada, assim como aconteceu com Cinderela de 2015, que é um filme bem do tipo "ok", mas que não acrescenta nada e é até meio esquecível. Mas sim, Bela e a Fera é superior a Cinderela, até mesmo porque a proposta de ser uma versão live-action da animação sempre esteve clara.

    O filme é dirigido pelo Bill Condon, ele já dirigiu os dois últimos filmes da saga Crepúsculo, mas não é um diretor ruim, ele tem uma direção muito cuidadosa, mas não é uma direção que se destaca. E em a Bela e a Fera, acho que ele fez um trabalho muito bom nas cenas musicais, que apesar de não evocarem a mesma magia da animação, são muito bem dirigidas. Ele se perde um pouco ao dirigir cenas que exigem muita ação, elas são pouco empolgantes e algumas parecem passar muito rápido.


    E agora falando do elenco: Temos Emma Watson no papel de Bela, e eu estava muito ansioso pra ver como ela se sairia, especialmente nas cenas que exigissem que ela cantasse, mas ela está muito bem no papel, seja cantando ou atuando, não é uma super atuação, mas ela faz o trabalho dela com êxito.

    Dan Stevens está no papel da Fera, e ele faz um bom trabalho, mas o fato de passar a maior parte do tempo como a Fera torna difícil falar sobre sua atuação, já que está coberta com maquiagem e CGI, mas já já falo melhor desse CGI.

    Luke Evans está perfeito como Gaston, é incrível como ele ficou tão parecido com o personagem, não só fisicamente, mas a personalidade também convence. E temos Josh Gad como Lefou, que rouba a atenção em várias cenas, ele é muito engraçado, o número musical envolvendo o mesmo também é um dos melhores do filme.

    Houve toda uma polêmica em o filme tratar o personagem como abertamente gay, inclusive alguns países não exibirão ou exibirão com classificação indicativa mais alta, é uma polêmica absolutamente desnecessária, quem prestou bastante atenção na animação (a não ser quem viu quando criança) sabe que o Lefou obviamente sempre foi gay. O elenco ainda conta com outros nomes de peso como Emma Thompson, Ian McKellen, Ewan McGregor dando vida aos objetos do castelo, todos ótimos.


    Agora sim, preciso falar do que mais me incomodou nesse filme: o CGI. Eu não estava esperando efeitos super elaborados perfeitos, porém de um estúdio que recentemente levou o Oscar de melhores efeitos visuais por Mogli, era de se esperar algo melhor. O problema já começa na Fera que tentaram fazer uma maquiagem mas que não teve bom resultado e aí complementaram com CGI, e o resultado é uma Fera meio sem expressão, e algumas cenas toscas, o momento da dança por exemplo se reparar bem é possível notar que a mão de Bela não se encaixa certinho com a mão da Fera, tem um outro momento em que a Fera molha o rosto, porém só os cabelos em volta ficam molhados, não é absolutamente ruim, mas poderiam ter feito algo muito melhor.


    Outra coisa que acaba incomodando são os objetos, o melhor deles é o Lumière, e mesmo ele tem umas cenas meio malfeitas. Mas o que mais me incomodou foi o bule e a xícara (Srta. Potts e seu filho), que no desenho possuem algo mais próximo de um rosto mas sendo um objeto. Enquanto aqui nesse filme é mais um simples desenho na louça, eu sei que talvez tenha sido a melhor ideia que tiveram, mas comparando a capacidade que os estúdios Disney têm, achei preguiçoso.

    Eu gostei bastante da trilha sonora, todas as músicas são muito boas, e também adorei a regravação da clássica Beauty and the Beast na voz de Ariana Grande e John Legend.

    A Bela e a Fera é um bom filme, mas que acaba sendo uma oportunidade perdida de fazer algo diferente, e pelo que o estúdio já fez poderia ter sido uma produção melhor, mas isso não desqualifica o filme, nem faz com que deixe de ser emocionante, memorável e encantador.



    Gustavo Matheus

    Crítica: Logan

    "Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina."

    A jornada de Hugh Jackman como Wolverine nos cinemas chegou ao fim. Logan chegou aos cinemas com a missão de trazer um fim digno ao personagem interpretado por Jackman desde o primeiro filme dos x men lançado em 2000. A franquia em si dos X Men foi importantíssima para o gênero super-herói nos cinemas. Bryan Singer trouxe um formato diferente e inovador ao gênero ao trazer uma equipe de heróis cada um com sua peculiaridade.

    E Logan cumpre muito bem a função de colocar um fim a jornada do personagem. O filme tem um tom mais dramático, além de ser mais violento que qualquer filme protagonizado pelo Wolverine. O que se encaixa perfeitamente com o que se esperaria do personagem a essa altura. Foi o momento ideal para esse filme.


    Hugh Jackman chega ao máximo que poderia chegar atuando como Logan, ele transparece o olhar de um homem cansado, e ao mesmo tempo assombrado por velhos fantasmas do passado. Patrick Stewart também está extremamente bom como Charles Xavier, achei ótimo a condição em que colocaram o personagem e como o filme lida com essa situação. É sensacional. E também há Dafne Keen como Laura/X-23, ela é uma das melhores coisas do filme. Para uma atriz tão jovem é complicado passar quase metade de um filme sem falar nada, e mesmo assim Dafne se sai muito bom somente com olhares e expressões.

    As cenas de ações do filme são ótimas e empolgantes. Mas mesmo com toda a violência, isso não toma conta do filme, o importante aqui é a relação entre os personagens e dos mesmos com seu passado. O tom da história não é tão dramático quanto sugerido pelo primeiro trailer do filme. Na verdade inclusive há cenas cômicas muito boas.



    O vilão do filme não é ruim, mas acho que poderia ter sido ao menos um pouco melhor aproveitado, em muitos momentos me pareceu que a situação toda era muito fácil de resolver, não representava nenhum desafio para o Wolverine.

    Também não posso deixar de comentar a respeito de uma cena que não pude deixar de me incomodar. Provavelmente não é algo que deve incomodar a maioria, mas acho que especialmente para quem trabalha com isso, incomoda. (atenção para SPOILERS)

    Há um momento em que Logan encontra o celular da moça que antes cuidava de Laura e nesse celular há vídeos de Laura quando estava sendo criada em laboratório. Acontece que os vídeos mais parecem um completo documentário, narrado e editado num computador, não sei se a intenção era parecer daquela forma. Mas soou estranho especialmente por que Gabriela (que gravou o vídeo) usava apenas um celular escondido para registrar as imagens. Mas isso também não é algo que estraga completamente a experiência do filme.

    Agora a grande dúvida é: Como ficará o universo dos X-Men? A cronologia já vinha bem bagunçada e agora temos Logan que se passa no futuro. A impressão que dá é que teremos um futuro filme com os novos mutantes criados no filme, mas ao mesmo tempo não sei que trama teríamos já que não há mais mutantes, quem seria um próximo antagonista? Resta esperar por como a Fox organizará isso, mas é certo que não irão desperdiçar uma personagem com tanto potencial quanto a X-23.


    Gustavo Matheus

    Oscar 2017 - Apostas e Comentários

    Olá! A cerimônia de entrega do Oscar acontece nesse domingo. E resolvi comentar aqui o que achei das indicações, quem eu acho que devia ganhar, etc. Essa é sempre uma época complicada pelo fato de terem muitos filmes e eles demorarem muito para chegar ao Brasil, a ainda por cima não chegam em todas as cidades.

    Eu gostei muito das indicações desse ano, especialmente quando pensamos em toda a polêmica #oscarsowhite ocorrida no ano anterior, que a maioria das indicações foram para pessoas brancas mesmo havendo excelentes atuações de pessoas negras. Já nesse ano as indicações são bem mais etnicamente diversas e também alguns dos filmes abordam essa temática.


    Melhor filme


    Um Limite Entre Nós/Fences
    A Qualquer Custo/Hell Or High Water
    La La Land
    Manchester a Beira Mar/Manchester By The Sea
    A Chegada/Arrival
    Até o Ultimo Homem/Hacksaw Ridge
    Estrelas Além do Tempo/Hidden Figures
    Lion - Uma Jornada Para Casa
    Moonlight - À Luz do Luar

    Como forma de democratizar as indicações da academia foi decretado o limite de 10 indicações a melhor filme. Esse ano foram 9, acho que poderiam ter indicado mais um. Há muitos filmes bons, até mesmo Deadpool poderia ter entrado pra lista de indicados. Mas enfim, levando em conta as demais premiações que ocorreram nesse mês de fevereiro, o vencedor seria La La Land que parece ser o favoritinho de Hollywood. Mas Moonlight é um forte concorrente e eu ficaria muito feliz se ele levasse essa estatueta. Mas acredito que La La Land deva ganhar.


    Melhor Diretor


    A Chegada (Dennis Villeneuve)
    Até o Último Homem (Mel Gibson)
    La La Land (Damien Chazelle)
    Manchester A Beira Mar (Kenneth Lonergan)
    Moonlight (Barry Jenkins)

    A disputa pela estatueta de melhor diretor deve seguir a mesma linha da de Melhor Filme, Damien Chazelle e Barry Jenkins devem ser os mais prováveis de ganhar, mas também não ficaria surpreso de Mel Gibson levasse o prêmio. Minha torcida vai pra Moonlight, apesar de ter amado La La Land, Moonlight é muito mais ousado e acho que o trabalho de direção foi bem mais pesado. Mas acho que Damien Chazelle deve ganhar mesmo assim.

    Melhor Ator

    Casey Affleck (Manchester a Beira Mar)
    Andrew Garfield (Até o Último Homem)
    Ryan Gosling (La La Land)
    Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)
    Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)

    Eu queria saber qual o critério usado para decidir se um ator é coadjuvante ou não, porque pra mim Dev Patel devia estar nesta categoria. Ele poderia muito bem ocupar o lugar do Ryan Gosling que apesar de fazer um bom trabalho em La La Land, não é uma atuação acima do necessário. A maioria das apostas estão indo para Casey Affleck, mas eu particularmente não curti muito Manchester a Beira Mar, acho que Denzel poderia levar, isso se La La Land não levar esta categoria também.

    Melhor Atriz

    Izabelle Rupert (Elle)
    Ruth Negga (Loving)
    Emma Stone (La La Land)
    Natalie Portman (Jackie)
    Meryl Streep (Florence - Quem É Essa Mulher?)

    Fiquei muito feliz de ver Izabelle Rupert sendo indicada por Elle, é uma atuação brilhante, inclusive vi algumas pessoas na internet comentando que ela está apática no filme, eu não entendo como chegar a esta conclusão, o personagem dela é complexo, carrega o filme todo, o filme basicamente é ela. Portanto, acho que ela deveria ganhar. É muito bom ver Ruth Negga indicada, ainda mais lembrando que ela começou lá em Marvel's Agent Of Shield, depois entrou para o elenco de Preacher, e agora indicada ao Oscar de melhor atriz, Loving é um filme fantástico e gira muito em torno dela, indicação merecida. Emma Stone é uma das melhores coisas de La La Land, obviamente o filme não seria o que é sem ela, apesar de torcer para Izabelle, acho que Emma deve ganhar, e realmente é merecido também. Natalie Portman está incrível em Jackie, a câmera fica muito perto dela em grande parte do filme, e ela desenvolve emoções por meio de expressões faciais muito naturalmente, além de ter feito um sotaque diferente para parecer com Jackie Kennedy. E por último, Meryl Streep, que apesar de ser uma das minhas atrizes preferidas é a única aqui que tenho certeza que não vai ganhar, eu na verdade acho até que ela não precisava ser indicada, tivemos Amy Adams em A Chegada que poderia muito bem estar indicada em seu lugar.

    Melhor Ator Coadjuvante

    Mahershala Ali (Moonlight)
    Jeff Bridges (A Qualquer Custo)
    Lucas Hedges (Manchester à Beira-mar)
    Dev Patel (Lion)
    Michael Shannon (Animais Noturnos)

    Como eu disse anteriormente, não entendi Dev Patel estar aqui e não como melhor ator, se ele não é o protagonista de Lion, então quem é? De qualquer forma, acho que ele tem grande chances de vencer esta categoria, apesar de seu personagem ter uns problemas de desenvolvimento, a atuação de Dev Patel é excelente. Mas há um forte concorrente: Mahershala Ali. Que em seu pouco tempo de cena entrega as melhores frases e ideias do filme, seu personagem é central pro desenvolvimento do protagonista, minha aposta fica entre ele e Dev. Jeff Bridges está bem em A Qualquer Custo, mas é basicamente o Jeff Bridges de sempre. Lucas Hedges faz um trabalho muito bom em Manchester, mas não acho que sobressai aos outros. Michael Shannon também foi incrível em Animais Noturnos, ele traz uma ponta de humor há uma história em sua maior parte tensa sem causar nenhum problema ao ritmo e tom da história, mas entre ele e os dois primeiros que citei, acho que ele não vence essa.

    Melhor Atriz Coadjuvante

    Viola Davis (Um Limite Entre Nós)
    Naomi Harris (Moonlight)
    Nicole Kidman (Lion)
    Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
    Michelle Williams (Manchester a Beira-mar)

    Que Viola Davis é incrível e uma atriz fenomenal não é novidade. E Um Limite Entre Nós é mais uma prova disso, é uma atuação contida até que em um momento explode, num monólogo incrível que explicita muito bem as dores de sua personagem. Naomi Harris está impecável em Moonlight, eu inclusive soube que por problemas de visto ela teve de gravar todas as suas cenas em apenas 3 dias, isso é um trabalho enorme de atuação e também de direção. Nicole Kidman geralmente parece interpretar a si mesma em muitos filmes, mas em Lion ela faz um papel muito bom, uma das discussões mais interessantes gira justamente em torno da sua personagem. Octavia Spencer está bem assim como todo o elenco de Estrelas Além do Tempo, é uma boa atuação, mas nada além. Michelle Williams aparece pouco em Manchester mas no pouco que aparece é incrível, acho que ela e Naomi são as grandes concorrentes de Viola. Mas acredito que esse ano Viola leva.

    Melhor Roteiro Original

    Damien Chazelle (La La Land)
    Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-mar)
    Taylor Sheridan (A Qualquer Custo)
    Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou (O Lagosta)
    Mike Mills (Mulheres do Século XX)

    Acredito que aqui não tem o que discutir né. Eu adorei O Lagosta, Mulheres do Século XX e A Qualquer Custo, mas o roteiro de La La Land é impecável, e como ele já tem sido o favoritinho das premiações, acho que essa com certeza é dele.

    Melhor Roteiro Adaptado

    Barry Jenkins (Moonlight)
    Luke Davis (Lion)
    August Wilson (Um Limite Entre Nós)
    Allison Schroeder e Theodore Melfi (Estrelas Além do Tempo)
    Eric Heisserer (A Chegada)

    Essa é difícil, mas acho que da pra descartar Lion, que o roteiro se adianta rápido demais na metade do filme. Um Limite Entre Nós é adaptado de uma peça teatral e praticamente não há mudanças, vendo o filme é fácil de perceber elementos teatrais. Acho que a disputa fica entre Estrelas Além do Tempo, A Chegada e Moonlight. Aposto em um dos três.

    Melhor Fotografia

    Bradford Young (A Chegada)
    Linus Sandgren (La La Land)
    James Laxton (Moonlight)
    Rodrigo Prieto (Silêncio)
    Greig Fraser (Lion)

    Aposto em La La Land, que desses tem minha fotografia preferida, mas acho que Silêncio também tem grandes chances de ganhar, há muitas cenas com pouca luz extremamente bem filmadas.

    Melhor Animação

    Kubo e As Cordas Mágicas
    Minha Vida de Abobrinha
    A Tartaruga Vermelha
    Moana - Um Mar de Aventuras
    Zootopia

    Se eu tivesse de votar, teria muita dificuldade nessa categoria. As animações são muito boas, 2016 no geral foi um ano muito bom de animações. Zootopia faz uma interessante discussão e crítica social. Moana traz a primeira princesa totalmente independente de um príncipe. A Tartaruga Vermelha é uma animação magnífica sem diálogos que emociona com a própria história. Minha Vida de Abobrinha é uma animação muito bonitinha feita em stop-motion, e Kubo é minha animação preferida do ano, um trabalho incrível de stop-motion que em algumas cenas nem parece que foi feito dessa forma. Porém como o Oscar parece ter um certo favoritismo com a Disney. Acho que Zootopia ganha.

    Melhor Filme em Língua Estrangeira

    Tanna (Austrália)
    Terra de Minas (Dinamarca)
    O Apartamento (Irã)
    Um Homem Chamado Ove (Suécia)
    Toni Erdmann (Alemanha)

    Eu amo esta categoria, porque se não fosse por ela eu provavelmente não ia nem ouvir falar de nenhum desses filmes de outros países. Eu particularmente acho que Tanna deveria ganhar, é uma discussão muito interessante a respeito de como uma relação pode transformar toda uma cultura. Mas acho que Um Homem Chamado Ove deve ganhar, e não seria injusto também, é um excelente filme.

    Melhor Edição

    Tom Cross (La La Land)
    John Gilbert (Até o Último Homem)
    Joe Walker (A Chegada)
    Nate Sanders & Joi McMillian (Moonlight)
    Jake Roberts (A Qualquer Custo)

    Não sou um grande especialista em edição. Mas acho que La La Land deve ganhar, uma boa edição, filme favorito, não vejo porque não.

    Melhor Design de Produção

    La La Land
    A Chegada
    Ave, César
    Animais Fantásticos e Onde Habitam
    Passageiros

    Eu antes tava apostando em Ave, César. Mas recentemente Animais Fantásticos e Onde Habitam ganhou um BAFTA. Então agora realmente acho que ele tem chances de ganhar. Até porque La La Land não faz nada demais em Design de Produção.

    Melhor Cabelo & Maquiagem

    Esquadrão Suicida
    Star Trek - Sem Fronteiras
    Um Homem Chamado Ove

    Fiquei surpreso de ver Esquadrão Suicida, mas se tem uma coisa que não da pra reclamar nesse filme, é do cabelo e maquiagem. Aposto em Star Trek, mas não ficaria surpreso se Esquadrão Suicida ganhasse.

    Melhor Figurino

    Jackie
    Aliados
    Florence - Quem é essa Mulher?
    Animais Fantásticos e Onde Habitam
    La La Land

    Essa é difícil, não acho que os figurinos de La La Land sejam super elaborados. Mas dentre os outros não sei. Jackie ganhou o BAFTA nessa categoria, então acho que deve ser ele o vencedor do Oscar também.

    Melhores Efeitos Visuais

    Kubo e As Cordas Mágicas
    Deepwater Horizon
    Doutor Estranho
    Rogue One
    Mogli - O Menino Lobo

    Todos são muito bons. Mas acho que Mogli leva, os efeitos que criaram os animais do filme são incríveis. Mas Doutor Estranho pode ser um forte oponente.

    Melhor Canção Original

    How Far I'll Go - Moana
    Audition (The Fools Who Dream) - La La Land
    City Of Stars - La La Land
    Can't Stop The Feeling - Trolls
    The Empty Chair  - Jim: The James Foley Story

    City Of Stars é um hino, a melhor música de La La Land. Com certeza será o vencedor.

    Melhor Trilha Sonora

    Dustin O'Halloran & Hauschka (Lion)
    Justin Hurwitz (La La Land)
    Micha Levi (Jackie)
    Thomas Newman (Passageiros)
    Nicholas Britell (Moonlight)

    Não entendi muito essa indicação para Passageiros. Mas é bem óbvio, La La Land ganha.

    Melhor Edição de Som







    Ai-Ling Lee and Mildred Iatrou Morgan (La La Land)
    Sylvain Bellemare (A chegada)
    Alan Robert Murray e Bub Asman (Sully: O herói do rio Hudson)
    Robert Mackenzie e Andy Wright (Até o último homem)
    Renée Tondelli (Deepwater Horizon)

    Não entendo muito de edição de som. Mas uma coisa que da pra ver é que a edição de La La Land é sempre bem precisa, mas filmes de guerra ou de destruição costumam exigir um bom trabalho de edição e mixagem de som. Então talvez Até o Último Homem ganhe.

    Melhor Mixagem de Som

    Andy Nelson, Ai-Ling Lee and Steve A. Morrow (La La Land)
    Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye (A Chegada)
    David Parker, Christopher Scarabosio e Stuart Wilson (Rogue One)
    Kevin O'Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace (Até o Último Homem)
    Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth (13 Horas)

    Até o Último Homem tem uma das melhores cenas de guerra que já vi, e não seria tão boa sem a mixagem de som. Aposto nele.

    Então esses foram meus comentários e apostas pro Oscar desse ano, eu não falei de documentários porque não consegui ver todos. Já foi muito difícil ver os filmes. Agora quero saber outras opiniões, se você concorda ou discorda, qual filme mais gostou ou ainda quer ver. Conte nos comentários!


    Gustavo Matheus

    Crítica: La La Land - Cantando Estações





    "Ao chegar em Los Angeles, o pianista de jazz Sebastian conhece a atriz iniciante Mia e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo."

    Esse é um dos filmes mais bonitos que já vi na vida. Eu nem sei por onde começar, mas sei que o que vou dizer provavelmente não vai ser muito diferente da maioria das críticas e resenhas existentes sobre esse filme.

    La La Land é escrito e dirigido por Damien Chazelle, ele já dirigiu Whiplash, que não é musical mas é sobre música e é um filme muito bom. E Damien faz um trabalho explêndido aqui com uma história que é até simples, não sendo atoa que o filme bateu um recorde ao  ganhar nada menos que 7 globos de ouro.

    O roteiro do filme é extremamente bem escrito, os diálogos são muito bons, a história nunca perde o ritmo e possui uma fluidez incrível. As músicas são muito boas, o filme inclusive tem sido muito premiado por isso.


    Eu gostei bastante do elenco. A Emma Stone está maravilhosa no papel de Mia Dolan, ela carrega uma espiritualidade muito sonhadora, e é muito cativante, quando está em cena é impossível não olhar pra ela. E gostei muito do desenvolvimento da personagem, diferente de outros romances aqui há uma história em que ela se apaixona por ele ao invés do contrário.


    Sem falar da química com Ryan Gosling está praticamente impecável, que também muito bem como Sebastian Wilder, não é uma super atuação, mas que merece elogios, ele inclusive aprendeu a tocar piano em apenas 3 meses se preparando para o filme. Os personagens secundários não tem muito espaço, a história é muito carregada pelos protagonistas, a relação entre eles, e suas atitudes.


    As sequencias musicais são incríveis. Tem muita coisa filmada em plano sequência, que já é algo difícil de fazer em sequencias normais, e Damien Chazelle fez um trabalho magnífico na direção dessas sequencias sem cortes. Os atores não são cantores nem dançarinos excepcionais, mas fazem um bom trabalho, da pra ver que houve muito esforço.



    O filme é uma clara homenagem aos clássicos musicais de Hollywood, há referências há vários deles, como Cantando na Chuva. Além de tratar-se de dois personagens em busca de sonhos na própria indústria do entretenimento.


    E agora tenho que falar do que mais me encantou no filme, que é a fotografia. A maior parte do tempo tudo é muito colorido, e as cores e luzes remetem muito a Hollywood que é onde o filme se passa. Além de ser linda, a fotografia exerce um papel importante na interpretação da história. O momento em que Mia vê Sebastian tocar no show é um bom exemplo disso. Ela fica no meio da plateia, a câmera centrada nela, e enquanto a plateia se aproxima ela se afasta, uma representação do sentimento que ela tem de não reconhecer mais o homem por quem se apaixonou. E também há outros momentos grandiosos, como a cena do planetário que é uma das mais lindas do filme.


    La La Land é um filme maravilhoso mas também muito simples. Vi muita gente dizendo que Damien Chazelle é um gênio até pelo fato dele ser muito novo já ganhar um globo de ouro de melhor diretor. Acho que ainda é cedo para chama-lo de gênio, La La Land se tornou um dos meus filmes preferidos a partir de agora, mas na categoria de musicais ainda prefiro Os Miseráveis lançado em 2012.

    Mesmo assim, é bem óbvio que La La Land deve ser muito premiado ainda, afinal não é sempre que um filme recebe 14 indicações ao Oscar e sai de mãos abanando.




    Gustavo Matheus

    Crítica: Sing Street

    "Conor encontra um raio de esperança em sua vida monótona quando conhece a misteriosa Raphina. A fim de ganhar seu coração, ele a convida para estrelar o vídeo musical de sua banda. Há apenas um problema: ele ainda não faz parte dela."

    Sing Street é um filme que fiquei sabendo bem por acaso enquanto estava olhando o catálogo da Netflix. E depois de ver eu realmente gostaria de saber porque quase ninguém está falando dele. Além de ser um filme maravilhoso, está concorrendo ao globo de ouro na categoria de melhor filme musical/comédia.
    E realmente merece estar indicado. O filme é dirigido por John Carney, ele dirigiu "Mesmo se Nada Der Certo", que também é um filme de música e também muito bom. Ele sabe muito bem trabalhar com a música, sempre nos momentos certos, além de se demonstrar um bom diretor para videoclipes.
    E o roteiro desse filme também acertou em cheio com os personagens. Conor é um garoto tímido, que vive em um ambiente familiar monótono, onde poucos parecem se importar como ele se sente, e onde há brigas. E o ator Ferdia Walsh-Peelo, soube atuar muito bem, especialmente falando do desenvolvimento do personagem, sempre tendo um bom controle, não havendo excessos. Raphina, é uma moça decidida, confiante, e que sonha em ser modelo. E ela é uma das melhores coisas do filme, especialmente a maneira como se desenvolve sua relação com Conor, é muito natural, é fácil de acreditar na química entre eles.


    A família de Conor também tem um desenvolvimento interessante, especialmente seu irmão, interpretado por Jack Reynor, sua relação com Conor também é uma das melhores coisas do filme, especialmente pelo fato de no começo do filme praticamente não haver nenhuma relação entre os dois.


    O filme só falha é com o outros integrantes da banda, que não tem quase nenhum desenvolvimento, já que o foco era Raphina, Conor, e sua família.


    A história se passa nos anos 80, e tanto a fotografia quanto os cenários e figurinos retratam muito bem isso. Possui um visual diferente mas ao mesmo tempo muito familiar.
    E não posso deixar de falar das músicas, que são muito boas. Principalmente levando em conta que a própria música se desenvolve ao longo do filme. Conor forma a banda da noite para o dia e depois de práticas e ensaios, o filme entrega uma das melhores trilhas sonoras que já ouvi. E inclusive já está disponível no Spotify.

    https://open.spotify.com/album/5GudCwtzhNLH4K9juCxnMi








    Sing Street é um excelente filme, com ótimas músicas e que merece ser divulgado. Se você viu, deixe sua opinião, se não, vale muito a pena conferir!


    Gustavo Matheus