Crítica: Batman - A Piada Mortal




No último dia 25 foi exibido em uma única sessão a adaptação da clássica HQ "A Piada Mortal". Depois disso, o filme deve chegar em DVD nas lojas no início de agosto.

Em termos de adaptação, é uma animação extremamente fiel ao conteúdo da HQ, seja no enredo quanto graficamente, com exceção de prólogo protagonizado por Bárbara Gordon, a Batgirl. A adição do prólogo foi necessária já que o conteúdo da HQ não seria suficiente para uma animação com mais de 1hr de duração. Além disso, era necessário desenvolver um pouco da personagem e de sua relação com Batman antes de prosseguir pros acontecimentos envolvendo o Coringa, e no qual Bárbara é uma personagem extremamente importante.

A partir de agora haverão SPOILERS, portanto se você se incomoda come eles e ainda não viu a animação, assista e depois volte.

O prólogo da animação centra em Batgirl como uma combatente do crime ao lado de Batman. Durante um caso em específico, um vilão cria uma espécie de obsessão por Bárbara, o qual Batman teme por sua segurança e faz de tudo para afastá-la do caso. Em meio as tensões entre os heróis surge uma cena totalmente inusitada no qual Batman e Batgirl têm uma relação sexual. A ousada cena, a princípio um ato de coragem dos roteiristas, depois se torna um pequeno problema.

A relação dos dois personagens anteriormente costumava ser vista como fraternal. E deste modo, a tensão desenvolvida entre os dois parece partir da ideia de que Batman a vê como uma garota inexperiente e indefesa. Porém isso é trocado por uma estranha relação de amor, que não é amor, e um sexo inusitado. Acredito que essa escolha, apesar de corajosa, acabou por enfraquecer um pouco a personagem, mesmo sendo um drama interessante de acompanhar.
Depois disso, a trama se desenvolve quase que igual a HQ, algumas cenas dão a impressão de que a HQ foi usada de Storyboard para o filme. As falas são bem parecidas, com algumas pequenas mudanças, a ordem dos acontecimentos permanece a mesma, com apenas algumas trocas de quadros, mas não há nenhuma alteração praticamente.

A história lançada em 1988 foi alvo de intensas discussões a respeito de determinados acontecimentos, não seria diferente na animação. Desde o lançamento, tem se discutido se Bárbara foi agredida sexualmente pelo Coringa, porém conhecendo o personagem, acredito que agressão sexual não seja uma atitude do mesmo.



Quando a dublagem, Mark Hamill deu mais um verdadeiro show, talvez um de seus melhores trabalhos dublando Coringa, no entanto, teria ficado um pouco melhor se o Coringa da animação tivesse um pouco mais de expressão facial. O resto dos dubladores também fizeram um trabalho excelente.

A animação conta com uma cena pós-créditos no qual Bárbara entra em uma sala com computador, sugerindo que a mesma se torna o Oráculo, como já é conhecido de grande parte dos fãs do Batman. A cena não é ruim, mas tira um pouco da tensão da ultima cena. Inclusive deve arrancar um sorriso da maioria das pessoas que entender a referência. 

No geral, A Piada Mortal é uma excelente animação, que apesar dos problemas consegue apresentar uma história fiel e digna a clássica HQ de 1988, obrigatória para verdadeiros fãs da DC Comics.

Gustavo Matheus

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